Alcobaça
A paisagem recortada pelo mar, rios e um extenso manguezal, além da beleza, proporciona uma fartura de camarões, siris, gaiamuns, pitus, ost...
praias lindas e calmas.... já estive lá e estou voltandonovamente nas férias...tudo debom!!
Enviado por: gediane
Já conhece Bertioga ?
Deixe seu Comentário
Fotos praiaum sonho de praia
amei, adorei...me apaixonei pela praia dos sonhos, só este ano ja fui duas vezes. pretendo voltar outras vezes!
enviado por: maria de lourdes silvestre silva
Veja Também
---------------------------------
Lavagem do Bonfim12/1/2009Festa completa 255 anos de fé, tradição e folia |
A igreja, na Colina Sagrada (Salvador- BA), está arrumada à espera do povo. Cerca de sete quilômetros dali, milhares de pessoas se aglomeram em frente à Igreja de Nossa Senhora de Conceição da Praia a espera do início da procissão. Às nove horas, os tambores começam o batuque, baianas se postam na primeira fileira, devotos e foliões se arrumam atrás. São pessoas que pedem graças, pagam promessas ou simplesmente se divertem cumprindo uma tradição que completa 255 anos.

Milhares de pessoas se concentram em volta da Colina Sagrada. Foto: Secom Salvador
Todos os anos, na segunda quinta-feira do ano (15/01/09), soteropolitanos e turistas se vestem de branco e vão à Cidade Baixa para participar da Lavagem do Bonfim, o maior rito de fé do estado. Baianas vestidas de saias rendadas e torço na cabeça carregam jarros de flores contendo água-de-cheiro, preparada à base de uma mistura de ervas com perfume de alfazema. Sob a chuva de papel picado e o som dos fogos de artifício, mais de 800 mil pessoas caminham rumo à Igreja do Bonfim, onde as escadarias são lavadas como símbolo da purificação da construção que abriga a imagem de Cristo.

Baianas saem na gente do cortejo. Foto: Secom Salvador

Grupos folclóricos também participam da Lavagem do Bonfim. Foto: Secom Salvador
Há quem participe da tradição pela fé, fazendo os sete quilômetros a pé para pagar promessas ou fazer pedidos. Outros apenas caem na gandaia com muita música e cerveja gelada. Não foi à-toa que a Lavagem do Bonfim se tornou o maior símbolo da mistura do sagrado e profano na Bahia. Bandas de sopro e carros de som fazem a multidão pular no ritmo do carnaval. Os trios elétricos foram proibidos na Lavagem em 1998, na tentativa de defender as tradições históricas da festa.

Carros de som animam a multidão. Foto: Secom Salvador

Carroças fazem parte do cortejo. Foto: Secom Salvador
Depois da lavagem das escadarias da Igreja do Bonfim, é hora de comer feijoada, maniçoba, sarapatel ou o famoso acarajé, e curtir o som das barracas montadas na região. Fé, folia, culto e cerveja. Tudo isso em uma festa que não tem hora para acabar.
O profano ganha espaço em outros cantos da cidade
Faz muitos anos que a Lavagem do Bonfim era símbolo apenas de fé. De uns anos para cá, a folia foi tomando conta de outros espaços da cidade e festas começaram a ser organizadas como alternativa para atender ao público que não quer participar da tradicional caminhada ao Bonfim.
Quem preferir ficar fora do cortejo e cair na gandaia, há opções de shows pela cidade. O mais famoso, o Bonfim Light, já faz parte do calendário do verão baiano. Este ano será animado pelo Asa de Águia, Jammil e Tomate. O embalo começa às 13h, no Bahia Marina, com ingressos a partir de R$ 90. Informações no site: www.bonfimlight.com.br.
Outra festa à parte acontece no centro da cidade. Pelo segundo ano, a Exaguada du Bonfim, comandada pelo músico Carlinhos Brown, Timbalada, Vixe Mainha e participação de Alexandre Peixe, agita o Museu du Ritmo a partir das 14h. Os ingressos custam R$ 80,00 (pista) e R$ 120,00 (camarote), com direito a cinco fichas de cerveja. Informações: (71 2105-6523).
Origem da Festa

Igreja do Senhor do Bonfim à noite. Foto: Secom Salvador
Símbolo do sincretismo religioso tão comum na Bahia, a festa do Bonfim atrai pessoas de todas as religiões. No candomblé, o Senhor do Bonfim é sincretizado com Oxalá. O branco, de uso quase obrigatório na Lavagem, é uma menção direta ao pai de todos os orixás. Há, inclusive, controvérsia em relação à origem religiosa da festa.
Segundo contam os estudiosos, o culto ao Senhor do Bonfim teve origem na cidade portuguesa de Setúbal e foi trazido para a Bahia pelo capitão de mar-e-guerra Teodósio Rodrigues de Faria, no ano de 1740. Durante uma tempestade, o capitão ficou sem rumo e rogou ao Senhor do Bonfim que o salvasse. Em pagamento da graça alcançada, encomendou uma imagem do santo em cedro, medindo 1,06 metro de altura, cópia do crucificado da igreja de Setúbal, e iniciou a construção de uma capela na colina de Mont Serrat para abrigar a imagem.

Baianas se preparam para lavar as escadarias da igreja. Foto: Secom Salvador
Nove anos depois, a imagem do Senhor do Bonfim foi levada em procissão para a igreja já concluída. Foi assim instituído o segundo domingo do mês como o dia de devoção ao Senhor do Bonfim. Na quinta-feira anterior ao domingo do Bonfim, era promovida a lavagem dentro da capela. No final do século XIX, a Arquediocese de Salvador proibiu a limpeza no interior do templo, que permanece fechado durante o festejo. As baianas então começaram a lavar as escadarias com água de cheiro como símbolo da purificação da igreja.
Nasceu assim a tradicional Lavagem do Bonfim.
Fita do Bonfim
Fitas do Bonfim de várias cores para todos os gostos. Foto: Secom Salvador
Quem já foi á Bahia e saiu sem pelo menos uma fitinha do Senhor do Bonfim amarrada ao punho? Vendidas como lembranças da Bahia, a famosa fita colorida tem origem em 1809. Feitas com pano de algodão, serviam para medidas e registros. Em meado do século passado, as fitas passaram a ser confeccionadas em nylon. Hoje, a fitinha guarda o caráter supersticioso do povo baiano: ao amarrar a fita no braço, a pessoa dá três nós e faz um pedido a cada nó. Diz a tradição que quando a fita cair espontaneamente é porque os desejos serão atendidos pelo Senhor do Bonfim.
|
|
![]() |
|
||