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Conheça 5 tesouros que afundaram junto com o Titanic

Quando naufragou, o transatlântico mais luxuoso do mundo levou para o fundo do oceano diversos tesouros históricos, como uma múmia egípcia, um manuscrito milenar e até uma coleção de diamantes avaliada em quase R$ 2 bilhões


Os destroços do Titanic escondem diversos tesouros avaliados em bilhões de dólares - Foto: Reprodução
Os destroços do Titanic escondem diversos tesouros avaliados em bilhões de dólares - Foto: Reprodução

O naufrágio do Titanic ultrapassou os anos e ficou no imaginário popular, mesmo após mais de um século do acidente. Em grande parte, o enredo trágico da história do navio mais luxuoso do mundo não a deixou ser esquecida. Além do naufrágio de um transatlântico "que jamais afundaria", o número de mortos também ajudou a transformar o acidente numa lenda. O que muitos não sabem é que junto com as milhares de vítimas, o navio também levou para o fundo do oceano relíquias históricas e tesouros avaliados em bilhões de dólares.

Entre os objetos que ainda hoje estão a 3.843 metros de profundidade está um quadro avaliado em R$ 9,2 milhões, um manuscrito do século XI com milhares de pedras preciosas, coleções de joias, um carro de luxo e até uma múmia egípcia. Soma-se a todos estes itens, uma coleção particular de diamantes, que está avaliada em R$ 1,8 bilhão, na cotação atual.

Coleção de diamantes (R$ 1,8 bilhão)

Diversas expedições submarinas já buscaram nos destroços do navio pelas pedras preciosas - Foto: Joy Nilths
Diversas expedições submarinas já buscaram nos destroços do navio pelas pedras preciosas - Foto: Joy Nilths

O mais caro e impressionante tesouro ainda perdido junto com o Titanic é a coleção de joias dos irmãos Tood´s. Os suíços, banqueiros e negociadores de pedras preciosas, transportavam uma coleção de diamantes avaliada, em valores atuais, em U$ 500 milhões (R$ 1,8 bilhão). Durante o naufrágio, eles não conseguiram salvar as centenas de pedras preciosas, que afundaram junto com o Titanic. Desde o final do século XX, diversas expedições submarinas oficias já procuraram nos destroços do navio pelas pedras preciosas.

Quadro "La Circassienne au bain" (R$ 9,2 milhões)

Diversas expedições submarinas já buscaram nos destroços do navio pelas pedras preciosas - Foto: Joy Nilths
Diversas expedições submarinas já buscaram nos destroços do navio pelas pedras preciosas - Foto: Joy Nilths

O óleo sobre tela "La Circassienne au bain", pintado por Merry-Joseph Blondel, estava no Titanic e faz parte da lista de tesouros perdidos junto com o navio. Considerada a obra de arte mais valiosa a bordo do luxuoso transatlântico, ela retratava em tamanho real uma mulher se banhando num cenário da antiguidade clássica. O quadro foi avaliado, em valores atuais, em US$ 2,5 milhões (R$ 9,2 milhões). Assim como diversas outras obras de arte a bordo do navio, o quadro também estava protegido por um seguro, o que gerou polêmica pelas altas cifras.

Carro de luxo (R$ 440 mil)

O Renault Couple de Ville era um dos mais luxuosos carros da época - Foto: Reprodução
O Renault Couple de Ville era um dos mais luxuosos carros da época - Foto: Reprodução

A clássica cena entre Rose e Jack dentro de um carro, no filme "Titanic", pode ser apenas imaginação de James Cameron, mas o veículo estava a bordo e afundou com o navio. O Renault Type CB Couple de Ville, fabricado naquele mesmo ano (1912), era um dos mais luxuosos carros da época, ainda no início da Era Automobilística. Ao contrário do mostrado no filme, o veículo embarcou parcialmente desmontado e pertencia a William Carter, que conseguiu se salvar do desastre. Na época, o Renault Type estava avaliado em U$ 5 mil, aproximadamente U$ 120 mil (R$ 440 mil) em valores atuais.

Múmia egípcia

Segundo lendas da época, o naufrágio do Titanic foi uma maldição da múmia - Foto: Jeff Kubina
Segundo lendas da época, o naufrágio do Titanic foi uma maldição da múmia - Foto: Jeff Kubina

A incrível história da múmia egípcia perdida na tragédia do Titanic é responsável por diversas lendas sobre o naufrágio do navio. Oficialmente, nunca houve uma confirmação que o objeto milenar estivesse a bordo, mas estava previsto o embarque do item e não há qualquer registro do cancelamento da ordem. Por questões religiosas e de crenças da época, o assunto foi tratado em sigilo, por isso a falta de informações oficiais sobre o objeto. O que se sabe é que a múmia era uma profetisa egípcia, que viveu durante o reinado do Faraó Aquenáton e junto a ela estava um amuleto de Osíris. Segundo diversas lendas da época, o naufrágio foi uma maldição da múmia. O valor material do artefato único é considerado incalculável.

Manuscrito Rubaiyat

O trecho do manuscrito persa perdido no naufrágio tinha mais de 800 anos - Foto: Reprodução
O trecho do manuscrito persa perdido no naufrágio tinha mais de 800 anos - Foto: Reprodução

Entre os tesouros perdidos está um trecho do manuscrito persa Rubaiyat escrito por um dos mais importantes filósofos do mundo islâmico, Omar Caiam. Confeccionado no século 11, o manuscrito acadêmico era esmaltado e adornado por milhares de pedras preciosas. Segundo historiadores, o valor material do item é incalculável e sua perda foi uma das mais significativas da literatura persa no último século. Na época, o artefato estava sendo transportado da Europa para os Estados Unidos por Edward Fitzerald. Juntamente com o manuscrito também estavam alguns trechos dos pergaminhos da Torá. 

Thiago L



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