Praias

PRAIA DE STELLA MARIS

Festas em barracas estilosas fazem o diferencial das Praias de Stella Maris e Flamengo

Conhecida no mundo inteiro por sediar campeonatos de surf, a praia de Stella Maris, em Salvador, na Bahia, ao lado da Praia do Flamengo, oferece muito mais além do delicioso banho de mar nas piscinas naturais. Com um serviço diferenciado e um estilo peculiar, algumas barracas de praia são bastante conhecidas no local pelas festas que organizam.

Contatos:

Barraca Mangaba

Avenida Beira Mar, s/n - Stella Maris
Tel: (71)3374-2381

Barraca Azul Marinho
Avenida Beira Mar, s/n - Stella Maris

Barraca Bangalow Brazil
Rua Professor Antônio Machado, 24
Tel: (71)3374-1985

Por Raquel Salama

Como Chegar em Stella Maris
De carro

Além do surf e do frescobol, as Praias de Stella Maris e Flamengo são muito boas para o mergulho, devido aos belos recifes de corais que formam piscinas naturais na maré baixa. O acesso a estas praias pode ser feito tanto por Itapuã, pela Avenida Otávio Mangabeira, quando pela Avenida Paralela, via Alameda da Praia. São as últimas praias de Salvador, localizadas em bairros de classe média onde o movimento é tranquilo durante a semana e se intensifica aos sábados e domingos, por serem umas das poucas praias onde ainda é possível tomar banho

De ônibus:

Praia do Flamengo - Campo Grande

Estação Mussurunga R1 ou R2

Praia do Flamengo - Lapa

Mangaba - Stella Maris

Mangaba - Stella Maris

O visitante que gosta de música eletrônica já pode anotar o endereço certo. É a barraca Mangaba, na Avenida Beira Mar, a principal via da praia de Stella Maris. A barraca é estruturada e decorada com um jeito todo especial, muito ligado ao perfil místico de Thaís Maia, a dona do empreendimento. Thaís foi morar um tempo em Barcelona e voltou especialmente para abrir a barraca de praia. Uma de suas paixões é a música eletrônica, que ela curtia fazendo festas em sua barraca. O que era apenas uma das inúmeras PVT´s (Festas Eletrônicas Particulares) que rolam pela cidade, passou a atrair a atenção do público local. Com isso as PVTs foram crescendo e Thaís passou a organizar festas grandes. A primeira delas foi a Zuvuya, que aconteceu no dia 13 de abril a partir das 22h13. Longe de ser mera brincadeira, os números da festa têm ciência e misticismo. É que a soma resulta em oito, o número do infinito. A Zuvuya foi um sucesso. E daí para a frente vieram outras, como a Evolution, sempre comandada pelos DJs mais conhecidos da cidade, como DJ Fino, Nazca e Alemão. Os clientes gostaram tanto que as festas passaram a rolar sempre aos sábados à tarde. A última começou às 09h e foi até as 22h.

Com tanto estilo, a barraca acabou formando um público super refinado e fiel. Vai gente de toda parte da cidade, o que acaba atraindo os turistas que se interessam ou já curtem a música eletrônica. E para quem pensa que música eletrônica é só bate-estaca, engana-se. A barraca funciona durante todo o tempo com um repertório bem selecionado, que vai do rock ao samba tradicional em ritmo de eletrônica. O cardápio também é todo especial, com bastante salada e pratos de encher os olhos, como Casquinha de Siri, feito pelo Chef Suzart, que também trabalha na famosa Cantina da Lua, no Pelourinho. Outro detalhe curioso da barraca são as mesas de cima, identificadas por nomes, ao invés de números. O cliente pode escolher ficar na Água, Terra, Fogo, ou na curiosa Távola Redonda. E em baixo, o grande atrativo são as esteiras com almofadas de chita, uma em cada mesa.

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Bangalow - Stella Maris

Bangalow - Stella Maris

Casa de Oxalá,

Outra barraca ainda bastante desconhecida, mas muito bem organizada e decorada, é a Bangalow Brazil, onde também costuma rolar festas de música eletrônica. Mas a proposta vai além. "Quero transformar esta barraca numa casa de oxalá, com músicas para todos os gostos e culturas", conta Jânia Austin, musicista e empreendedora do negócio. Ela já planeja tardes de Bossa Nova e um luau cheio de axé entre as festas do Bonfim e Yemanjá. Enquanto seus planos se esboçam no papel, o visitante pode conferir a festa de fim de ano, ao som da DJ Nadja Vladi. Localizada na Alameda Praias do Flamengo ao lado da Cabana do Sol, a barraca foi construída há um ano para abrigar o som do DJ, que ganha uma casinha exclusiva no canto superior esquerdo. Abaixo, as espriguiçadeiras acochoadas podem servir tanto aos banhistas dispotos a ficar ao sabor da maresia quando aos festeiros a fim de repor as energias.
Dia 06 de Janeiro, quem vai comandar a festa é o caminhão do Teknival, festival alternativo de música eletrônica, que veio de Londres num navio e já rodou por várias cidades brasileiras após passar por países vizinhos da América Latina. São três sound systems, Beat Fusion, Kernel Panik e No Borders, que reúnem um inglês, uma espanhola e sete italianos. Eles deixaram a Europa no começo do ano com dois caminhões que contêm suas moradas, equipamento de som e de imagem e dois mini-estúdios. Beat Fusion é uma loja de discos em Bolonha, Itália, e Kernel Panic e No Borders funcionam também como selos musicais.

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Azul Marinho - Stella Maris

Azul Marinho - Stella Maris

Parque de Esculturas à Beira Mar

Mas se a opção do visitante é por uma barraca mais tranquila e cheia de atrativos para as crianças, o lugar certo é a barraca Azul Marinho, logo na chegada à Avenida Beira Mar. Sob os cuidados de Ângelo Lancelot, a barraca se confunde com um verdadeiro Parque de Esculturas a céu aberto. Na entrada, nas mesas, na pia ou no banheiro, por todos os cantos é possível ver uma criação de Lancelot esculpida em madeira de coco. Líder em vendas no local, a Barraca Azul Marinho foi a pioneira de Stella Maris. Lancelot era apenas um jovem habilidoso na confecção de pranchas de surf quando resolveu fundar a barraca, há 16 anos. O empreendimento começou com 20 mesas, sem energia elétrica e água. Hoje já abrange a área da barraca vizinha e funciona sob a sombra de 70 coqueiros, todos orgulhosamente plantados pelo dono.

Mas Lancelot acabou se envolvendo demais com os serviços da barraca e terminou por sofrer um acidente de carro, quando ficou impossibilitado de fazer diversas atividades. Foi a partir daí que a barraca Azul Marinho começou a ganhar cara nova. Para passar o tempo, Lancelot voltou a investir em seu dom de infância, quando fazia seus próprios carrinhos de madeira. Passou a esculpir bichos, como sapos e peixes, para decorar a barraca. Desde então suas mãos não param de criar. A cada ano a barraca está mais viva, habitada por seus bichos e personagens míticos multicoloridos. Tudo é feito a baixo custo e da forma mais natural possível, com o reaproveitamento de materiais, a exemplo das boias que chegam misteriosamente pelo mar e se transformam em enfeites para os coqueiros. Lancelot também cita o exemplo dos sombreiros das mesas estilo americano, que ficam na parte superior da barraca. São todos feitos de eucalipto. Além das esculturas, a barraca é cuidadosamente adornada com bancos de madeira por toda parte e, o que é mais cobiçado, as redes armadas entre os coqueiros. O depoimento de Lancelot sobre sua barraca é uma verdadeira declaração de amor: "Esta barraca faz parte da minha vida, da minha história, da capacidade que eu tenho de criar, de plantar e cuidar, de lidar com gente. Eu passo a minha vida aqui".

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Crédito: Fotos: Raquel Salama
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