Ilha Anchieta7/11/2008Um paraíso no litoral norte paulista |
Raquel Santos

Vista Geral da Ilha Anchieta/René Nakaya
Segunda maior ilha do litoral norte do Estado de São Paulo, Anchieta é um recanto de ecoturismo e proteção ambiental localizada em Ubatuba. Para manter suas características originais foi criado na região, em 1977, o Parque Estadual da Ilha Anchieta (PEIA), com 828 hectares de terra, divididos por sete praias belas e selvagens. Cinco delas ficam na enseada das Palmas: a Prainha do Engenho, Prainha de Fora, Praia do Presídio, do Sapateiro e a das Profundas.
Embora a pesca, caça e a coleta de mudas sejam proibidas na ilha, o desembarque de turistas para atividades como o mergulho contemplativo é livre, com acesso máximo de 1.050 pessoas por dia. Aliás, todas as praias da Ilha Anchieta são propícias para quem curte este tipo de esporte, pois suas águas oferecem boa visibilidade - de 2 a 10 metros - para observação das várias espécies marinhas que ali habitam.

Passeio de barco à Ilha Anchieta/Tribo do Mar

Detalhe da fauna da Ilha Anchieta/Omnimare
Além das praias, oito trilhas, o antigo presídio e o Núcleo de Atividades do Projeto Tamar compõem as alternativas de lazer do local.

Ruínas do Presídio da Ilha Anchieta/René Nakaya
Entre as trilhas, destaque para a da Prainha do Engenho, com 530 metros de extensão. Liga a praia do Presídio - uma das principais - à do Engenho, onde grandes rochas formam uma piscina natural. Vale a pena o uso do snorkel para visualizar os cardumes de peixes. Outra opção é o trajeto que leva à Praia das Palmas, de águas claras, calmas e areia fina. Ideal para quem não sabe nadar ou está com crianças. Durante o percurso - que leva cerca de oito minutos - o visitante pode aproveitar a visão dos costões da Ilha, de onde se pode ver tartarugas nadando.

Piscina Natural/Tribo do Mar
O presídio está diretamente ligado às grandes histórias e acontecimentos que marcaram a Ilha Anchieta. Na época dos Tupinambás, no século XVI, ela era chamada de "Tapira", ou seja, lugar calmo. Depois, virou "Ilha dos Porcos". Quando os colonizadores aportaram na costa brasileira, ela foi povoada por portugueses, ingleses, franceses, holandeses e africanos, virando assim, a "Freguesia do Senhor Bom Jesus da Ilha dos Porcos", em 1885. Anos mais tarde, em 1902, a Ilha foi transformada em Colônia Correcional e em 1928 em presídio - primeiro para presos políticos e depois para os comuns. O presídio foi desativado em 1955, após uma grande rebelião.
Já o Projeto Tamar, que tem uma de suas bases nesta praia, é responsável pela preservação das tartarugas da região.
Para quem deseja conhecer o PEIA, há infra-estrutura para receber os turistas: sanitários, duchas de água doce, playground e quiosques com mesas, bancos e lixeiras.
Diversas empresas de turismo realizam o passeio até a ilha Anchieta em escuna, com serviço de bordo, principalmente a partir do Saco da Ribeira, Enseada ou Itaguá. Existe também a opção de alugar lanchas e botes infláveis. O trajeto dura de 30 minutos à uma hora, dependendo do local de saída da embarcação. Os horários também variam conforme a operadora. Em alguns casos as saídas são suspensas como em um dia de mar revolto ou de ressaca, o que inviabiliza uma navegação segura. O passeio dura, em média, 5 horas e a taxa de desembarque na ilha custa R$ 5.

Chegada à Ilha Anchieta/René Nakaya

Detalhe da Ilha Anchieta/Tribo do Mar
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